quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A importância da PONTE

A travessia do rio Cacheu em S.Vicente, a exemplo do que acontecera em João Landim para a travessia do rio Mansoa, causou sempre grande preocupação e anseio às populações e constitui um grande entrave ao desenvolvimento e trocas comerciais com os países vizinhos, nomeadamente Senegal, Gãmbia e Guiné Conackry.
Desde há muitos anos que a ligação entre as margens ,cerca de 65o metros, é assegurada por ferry-boat ( jangada) e pirogas, em condições de grande precaridade e insegurança. A fraca e deficiente capacidade de funcionamento são evidentes, sendo igualmente notórias avarias constantes com imobilizações frequentes, impossibilitando pois a referida travessia. Filas extensas de camiões de mercadorias vindos de outros países vizinhos, aguardam por vezes dias e dias, para conseguirem atingir a outra margem e chegar finalmente ao destino final com os seus produtos.
Várias vezes aconteceu em plena ligação entre as duas margens, a jangada ficar avariada, não conseguindo o atravessamento desejado e chegar à outra margem, ficando a flutuar à deriva com passageiros e viaturas em condições de grande perigo. Arrastada pela corrente das águas do rio, quer para montante - lado Farim, quer para jusante- lado foz Cacheu, muitas são as vezes em que naturalmente o pânico se instala nos viajantes. Em inúmeras ocasiões, quando a jangada se encontra avariada, a travessia de pessoas é realizada com recurso a frágeis pirogas que, em condições de excesso de carga e agitação das águas fácilmente naufragam, acabando por inevitávelmente vitimar os seus ocupantes.
Assim, com o objectivo de melhorar as condições de tráfego no importante eixo transAfricano que passa pela Guiné-Bissau, desencravar as regiões de Cacheu e Oio e melhorar as trocas comerciais com o vizinho Senegal e outros países, decidiu a União Europeia dar seguimento e fundamentar os estudos iniciados em 1975 e, consequentemente financiar o projecto de construção da desejada Obra de Arte- Ponte, na localidade de S. Vicente, a cerca de 60 Km da capital Bissau.
Uma vez concluida a referida travessia e anulado que será o actual estrangulamento, novos horizontes e perspectivas se abrirão , conferindo um melhor e importante contributo para a economia e rápida e fácil ligação entre localidades. A conclusão e abertura ao tráfego da referida ponte irão sem dúvida constituir uma maior valia para a Guiné-Bissau e contribuir para um melhor enriquecimento e entrosamento de povos e culturas.
Neste contexto e a exemplo de tantas outras obras espalhadas pelo mundo, ergue a construtora Portuguesa Soares da Costa, mais um marco que ficará para a posteridade, testemunhando a Qualidade e Saber da empresa assim como a dedicação dos seus colaboradores em prol do desenvolvimento dos povos em todas as suas vertentes.

1 comentário:

Conceição disse...

Olá primo

Estás mesmo entusiasmado com a obra e "apaixonado" por essa terra, não é?
Também, vendo as fotos, percebe-se porquê.
Gostei muito de ler o texto.
Um beijo